quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Imagem peregrina de Nossa Senhora visita a sede da Prefeitura de Campos


Os bispos Dom Roberto Ferrería Paz e Dom Fernando Rifan foram recebidos pelo prefeito, vice-prefeita e servidores









O prefeito Rafael Diniz, a vice-prefeita Conceição SantAnna, secretários, superintendentes e servidores receberam na tarde desta terça-feira (14), na sede da Prefeitura de Campos, a imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida. A visita faz parte do projeto realizado pela Pastoral da Comunicação, que será realizado, no próximo ano, nas prefeituras, câmaras municipais e associações culturais situadas nos municípios da área de abrangência da Diocese de Campos e em comemoração aos 300 anos da aparição da imagem, nas águas do Rio Paraíba do Sul. A cerimônia foi conduzida pelos bispos Dom Roberto Ferrería Paz e Dom Fernando Rifan.  

A imagem e a bandeira do Brasil foram conduzidas pela Guarda de Honra e agentes do Grupo de Ações Especiais (GAE) da Guarda Civil Municipal. A coroação de Nossa Senhora foi feita pelo prefeito e pelo superintendente de Comunicação, Thiago Bellotti, enquanto o superintendente adjunto de Comunicação, Paulo Roberto Rangel, fez a oração do Comunicador. Na superintendência de Comunicação, Dom Roberto fez a aspersão com água benta. 

O prefeito Rafael Diniz ressaltou o momento e fez uma analogia da situação há 300 anos dos pescadores, com o atual momento do município de Campos. 

— Pela manhã, fizemos uma breve reflexão. Quando há 300 anos os pescadores tentavam pescar e o peixe não vinha é porque na verdade algo muito maior viria depois. É o que tem acontecido na nossa cidade hoje. Se por um lado temos enfrentado dificuldades, por outro tenho a certeza de que a transformação da nossa cidade já está sendo feita e algo cada vez melhor nos espera. Somos instrumentos de transformação da nossa cidade. A bênção que pedimos, hoje, é para nossa cidade, para as pessoas que mais precisam e para que tenhamos equilíbrio e direcionamento para escolher o melhor caminho para todos — disse Rafael Diniz. 

O bispo Dom Roberto contou a história da imagem de Nossa Senhora Aparecida, genuinamente brasileira, e que retrata a população e se identifica com todos, como Maria. “Seu achado há 300 anos representou um milagre. Nossa Senhora Aparecida representa a unidade, da cabeça e do corpo, da nação brasileira, de todas as raças. Campos precisa de unidade, Campos precisa de diálogo, Campos precisa de consciência”, frisou Dom Roberto que avisou que no próximo dia 19, o Papa Francisco celebrará, pela primeira vez, o Dia Mundial dos Pobres. 

Para Dom Rifan, Nossa Senhora é um ícone que representa a mãe de Deus que está no céu. “Nossa Senhora é serva do Senhor, os senhores são servidores e devem se sentir honrados com este nome. Como o prefeito é servidor do povo, como todos somos servos um dos outros. Essa vinda da imagem Nossa Senhora aqui hoje é preceder uma grande pescaria, de grandes bênçãos para Campos, grande prosperidade. Sair dessa crise, assim como os pescadores lá atrás saíram da escassez de peixes e depois conseguiram uma grande pescaria. Que Nossa Senhora seja predecessora dessa grande pescaria que esperamos, que é o progresso da nossa cidade”.

Por: Anna Luiza Paixão - Foto: Rogério Azevedo 

sábado, 28 de outubro de 2017

Cinema na praça em Italva



Cine pipoca de graça atrai um publico de todas as idades para sessões de cinema nas praças de Italva.
A imagem pode conter: 6 pessoas, pessoas sorrindo, pessoas sentadas, pessoas em pé e atividades ao ar livre

O Projeto Cinema na Praça movimentou o público de todas as idades em Italva. A exibição do filme O Pequeno Chefinho atraiu desde as crianças, adultos e a melhor idade. A proposta da Secretaria de Cultura é de levar atividades culturais as praças da cidade e resgatar a tradição dos espaços para convivência familiar.
A artesã Fabiana Oliver aproveitou para levar os dois filhos Davi de Souza Oliveira, 7 anos e  Gabriel de Souza Oliveira, 9 anos para assistir a sessão que teve direito a pipoca e refrigerante e muita animação. Para Fabiana que gosta de acompanhar os lançamentos no cinema, se desloca a Campos e aproveita para dar oportunidade aos filhos de assistirem um filme numa tela maior. Ao final os meninos gostaram da experiência. Foi uma festa e para muitos o momento de assistirem  o filme dedicado ao público infantil. Uma experiência bem sucedida com um grande público. A exibição do filme aconteceu em todas as praças desde o inicio da semana passada.
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O projeto vai ser ampliado e vai ganhar ser levado a todos os bairros é o que promete o Secretário de Cultura Erivelton Mendes, que promete ainda este ano realizar esta etapa em cinco locais e ampliar no ano é levar o programa a todos os distritos.
- Queremos que a cultura chegue até as pessoas. Não pretendemos ficar focados no centro da cidade e obrigar a população se deslocar sempre que tiver algo. Precisamos reacender nos bairros e localidades o encontro entre moradores. – informa Erivelton.
A iniciativa tem o objetivo de levar arte e cultura cinematográfica para a população de Italva que não possui um cinema. Pretende também dar oportunidade aos menos favorecidos a possibilidade de assistir algo em uma tela grande. O projeto visa também oferecer lazer nas praças, seguindo o intuito de resgatar o convívio social entre as pessoas além do mundo virtual da internet.
A imagem pode conter: 2 pessoas, pessoas sorrindo, pessoas sentadas, criança e área interna
Do sonho a realidade. Apaixonado por cinema, Erivelton Mendes foi proprietário de uma locadora de filmes e recorda que em sua adolescência gostava de freqüentar as salas de projeção no Rio de Janeiro. De volta a Italva percebeu a necessidade de criar o projeto. A idéia surgiu com o incentivo de revitalizar as praças. Primeiro veio às apresentações musicais e culturais. Logo em seguida a instalação de acesso gratuito a internet na Praça da Matriz.
- Na minha juventude a praça era ponto de encontro obrigatório. Ali surgiam idéias, novas amizades, lideranças e até romances sadios e que duram até hoje. Sei que esse resgate é difícil, mas temos que tentar algo. – destaca Erivelton.
Resgatar o encontro entre as pessoas na principal praça da cidade, que até pouco tempo era diariamente freqüentada por jovens e adultos que se socializava mesmo sem a promoção de eventos. A colocação da internet livre foi mais uma forma de atrair em especial os jovens que hoje não conseguem ficar desconectados e com isso movimentar o ambiente.  São muitas as recordações. Hoje a radialista Fabiana Porto recorda que foi na praça que conheceu o atual marido.

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Aprovado texto de orientações pastorais para as mídias católicas do Brasil


Aprovado texto de orientações pastorais para as mídias católicas do Brasil
O Conselho Permanente da CNBB, reunido entre 24 e 26 de outubro, em Brasília aprovou com emendas e correções um texto contendo orientações pastorais dirigidas aos operadores de todas as mídias que no Brasil se apresentam como católicas. O documento foi preparado com a participação de todas as comissões pastorais da Conferência e traz considerações importantes a serem observadas na TV, no Rádio, nos impressos e nas chamadas mídias sociais da Igreja.
Dom Darci José Nicioli, presidente da Comissão Episcopal para a Comunicação, coordenou todo o processo de composição do documento e foi encarregado pelo Conselho a dar continuidade ao processo que inclui a revisão, publicação, divulgação do documento por meio de ano de estudos e debates com os operadores das mídias.
Ele falou à Assessoria de Imprensa. Confira a entrevista.
Este novo documento da CNBB com orientações para a mídia católica tem que tipo de origem? Por que foi necessário fazer esse texto?
Todos os documentos que emanam da nossa Conferência Episcopal nascem da solicitude dos nós bispos em vista da animação da ação evangelizadora no Brasil. Nenhum desses textos é produzido sem essa mística. Em colegialidade fraterna, procuramos nos debruçar, na medida do possível, sobre todas as realidades que compõem a nossa ação pastoral. O campo da comunicação é importantíssimo! Lançamos o nosso Diretório Nacional para a Comunicação em 2014 e, desde aquele período, temos pensado em traduzi-lo em orientações explicitamente pastorais para ajudar os operadores da mídia católica e de todos os que atuam na mídia e assumem sua catolicidade.
“vivendo em tempos de grandes transformações e expansão midiática, esse ambiente da vida eclesial e social pediu dos nossos bispos uma reflexão mais específica”
Dom Darci José Nicioli

A necessidade de orientação para campos específicos do apostolado é comum à nossa ação evangelizadora. E vivendo em tempos de grandes transformações e expansão midiática, esse ambiente da vida eclesial e social pediu dos nossos bispos uma reflexão mais específica. Foi por isso que, por longos meses, estamos trabalhando nesse texto que foi aprovado pelo Conselho Permanente da CNBB e que, logo, estará nas mãos de todos os irmãos e irmãs que atuam em todas as mídias. Não é um texto pronto e acabado, mas um instrumento de estudo que poderá receber a influência de todos os que, efetivamente, atuam em mídias em nome da Igreja.
Quem são, então, os destinatários desse documento? A CNBB apresenta essas orientações aos diretores, responsáveis ou a todos os comunicadores católicos?
Os bispos decidiram falar aos operadores de todas as mídias que se apresentam como católicos diante da sociedade, tanto os que atuam em veículos da Igreja como aqueles que ocupam espaços próprios ou de terceiros e querem se comunicar a partir da experiência de fé vivida na Igreja Católica. Isso significa que o documento é dirigido a proprietários, diretores, redatores, editores, apresentadores, artistas, repórteres, produtores de conteúdo e qualquer outra pessoa – profissional ou não – que esteja na árdua tarefa de comunicar o evangelho de Cristo em todas as mídias.
“queremos chegar não apenas aos olhos e ouvidos, mas aos corações de todos aqueles que trabalham nas emissoras de TV e Rádio, ligadas à Igreja de algum modo e também aqueles que participam dos meios laicos e se apresentam neles como católicos”
Dom Darci José Nicioli
Adotamos o termo mídias para respeitar a diversidade dos espaços físicos e digitais que são hoje ocupados pela comunicação. Com isso queremos chegar não apenas aos olhos e ouvidos, mas aos corações de todos aqueles que trabalham nas emissoras de TV e Rádio, ligadas à Igreja de algum modo e também aqueles que participam dos meios laicos e se apresentam neles como católicos. Um dos destinatários pensados pelos bispos – enquanto preparávamos este documento que contou com a colaboração de vários comunicadores e de todas as comissões pastorais da CNBB – é o produtor de conteúdo na internet. Queremos também dialogar com as pessoas que assumem esse novo ambiente em sites, blogs ou redes sociais.
Quais são os principais temas abordados neste documento?
O texto é bem abrangente. Destaco alguns temas importantes: é fundamental o trabalho de todos, especialmente das mídias, em prol da unidade da Igreja; é fundamental que cada mídia consiga expressar a catolicidade; as mídias têm responsabilidades na formação da cidadania, conforme orientação da doutrina social da Igreja; as mídias também são importantes para a catequese litúrgica, uma vez que “fazem escola” nas comunidades locais; a ética dos agentes que interagem nas mídias, particularmente na questão comercial de produtos ligados ou não à religião; cumplicidade na missionariedade da Igreja; compromisso com a Palavra, a Tradição e o Magistério, pois é isso que define a catolicidade de uma Midia que se diz a serviço da Igreja.
Conforme o senhor disse, o texto ainda deve fazer um percurso antes de chegar à sua redação final. Por que desse método e como ele será aplicado?
A CNBB sempre agiu desse modo com todos os seus documentos oficiais. Há sempre um período para que as comunidades, os pastores, os padres, os religiosos, os leigos possam colaborar na formulação de caminhos para uma pastoral orgânica, uma ação evangelizadora participativa e que seja eficaz no anúncio do Evangelho de Cristo. Com esse documento não é diferente. O Conselho Permanente aprovou um texto que será publicado na série verde dos “Estudos CNBB” e este trabalho, em seguida, fará ainda um trajeto peregrinando entre os comunicadores da Igreja do Brasil, suscitando reflexão e engajamento.
“É desejável que na Assembleia Geral de 2019, depois do amplo trabalho de debates, correções, emendas e sugestões, apresentemos a proposta de um texto final, para a aprovação dos bispos”
Dom Darci José Nicioli
O Conselho Permanente encarregou a Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação de animar esse processo. Logo que o texto estiver finalizado – com as últimas correções pedidas – e publicado pela CNBB, apresentaremos aos comunicadores de todas as mídias um cronograma de trabalho. É desejável que na Assembleia Geral de 2019, depois do amplo trabalho de debates, correções, emendas e sugestões, apresentemos a proposta de um texto final, para a aprovação dos bispos.
Nesse tempo de estudos, quais serão as prioridades da Comissão para a Comunicação da CNBB?
A primeira providência será de criar condições para que todos os comunicadores que atuam nas mídias no Brasil tenham acesso e possam conhecer a integralidade das orientações pastorais propostas pela CNBB. Acreditamos que isso não pode ser apenas confiado à adesão espontânea que, apesar de necessária, pode durar muito tempo. Vamos propor datas e encontros para a leitura desse texto, considerando a especificidade das mídias.
Uma segunda prioridade será aquela de fazer que essas orientações não sejam apenas conhecidas, mas experimentadas na prática de cada uma das mídias. Precisamos evitar promover debates da letra pela letra e trazer o elemento da prática para aprofundar o que o texto propõe. Nesse sentido, precisamos levar as orientações para as redações das TVs, dos Jornais, das revistas, dos produtores de conteúdo na internet, etc.
“Precisamos evitar promover debates da letra pela letra e trazer o elemento da prática para aprofundar o que o texto propõe”
Dom Darci José Nicioli
Ainda uma ação importante, entre outras que poderemos realizar no decorrer do processo, é estabelecer um cronograma para receber contribuições – a partir do conhecimento e da prática das orientações – para que sejam inseridas no texto a ser apresentado em 2019.
O senhor não acha que muita coisa para pouco tempo?
Acho sim! Mas, comunicadores católicos são arrojados e corajosos. Ninguém brinca em serviço! São criativos e céleres! Eles têm uma capacidade de produção que a maioria de nós desconhece completamente. Quando a gente vê um programa bonito, uma reportagem bacana, uma campanha legal nas mídias, às vezes, não nos damos conta que foi um grupo enorme de pessoas que trabalhou com talento, dedicação e carinho e trouxeram aquilo para o público, a tempo e a hora. Basta um bom planejamento e a adesão dos comunicadores. Nós conseguiremos!
A Igreja no Brasil merece o nosso esforço! O compromissa da fé em Jesus Cristo, nosso Redentor, pede nossa adesão para que tenhamos todas as áreas da evangelização bem refletidas nos trabalhos que são realizados no ambiente midiático. Este documento não é da Comissão de Comunicação, é um documento da CNBB e considerou a participação de todas as grandes linhas do nosso trabalho pastoral no Brasil! Gente boa! Meu agradecimento e abraço a todos!

VISITA: Imagem de N S Aparecida visita Prefeitura de Campos

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Arquidiocese do Rio ganha mais um bispo auxiliar

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A Nunciatura Apostólica no Brasil comunicou nesta sexta-feira, 27 de outubro, a decisão do Papa Francisco em nomear o Monsenhor Paulo Celso Dias do Nascimento, bispo titular de “Agunto” e auxiliar da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, para colaborar no governo pastoral do Cardeal Orani João Tempesta. 
Monsenhor Paulo Celso nasceu em 14 de abril de 1963, na cidade de Lagarto, no Estado do Sergipe.
Nos primeiros três anos, fez o seminário menor na capital Aracajú. Em 1983, cursou filosofia e teologia no Seminário Arquidiocesano de São José, no Rio de Janeiro, concluindo seus estudos nos seminários arquidiocesanos de Maceió (AL) e Salvador (BA).
No dia 13 de maio de 1989 - memória de Nossa Senhora de Fátima -, já com 26 anos, era ordenado sacerdote na sua paróquia de origem, o Santuário Nossa Senhora da Piedade, de Lagarto, pelo então bispo diocesano de Estância (SE), Dom Hildebrando Mendes Costa. 

Em 1997, voltou ao Rio de Janeiro, cursou Direito Canônico e Psicologia. Assumiu em 4 de agosto de 2003 - Dia do Padre – a capelania do Hospital Quinta D’Or, em São Cristóvão, oficio que ocupa até a presente data. Desde 2016, é o coordenador Arquidiocesano da Pastoral da Saúde.
Sua ordenação episcopal está marcada para o dia 6 de Janeiro, as 8h30, na Catedral Metropolitana de São Sebastião, no Rio de Janeiro.

MENSAGEM DA CNBB - Vencer a intolerância e o fundamentalismo



“E Deus viu tudo quanto havia feito, e era muito bom”  (Gn 1,31)
Os bispos do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, reunidos em Brasília de 24 a 26 de outubro de 2017, dirigem esta mensagem ao povo brasileiro, diante de recentes fatos que, em nome da arte e da cultura, desrespeitaram a sexualidade humana e vilipendiaram símbolos e sinais religiosos, dentre eles o crucifixo e a Eucaristia, tão caros à fé dos católicos.
Em toda sua história, a Igreja sempre valorizou a cultura e a arte, por revelarem a grandeza da pessoa humana, criada à imagem e semelhança de Deus, fazendo emergir a beleza que conduz ao divino. “A arte é como uma porta aberta para o infinito, para uma beleza e para uma verdade que vão mais além da vida quotidiana” (Bento XVI – 2011). O mundo no qual vivemos, ensina Paulo VI, precisa de beleza para não cair no desespero (Cf. Mensagem aos Artistas – 1965).
Reconhecemos que “para transmitir a mensagem que Cristo lhe confiou, a Igreja tem necessidade da arte” (São João Paulo II – Carta aos artistas 1999). Somos, por isso, agradecidos aos artistas pela infinidade de obras que enriquecem a cultura, animam o espírito e inspiram a fé. Merecem destaque a pintura, a música, a arquitetura, a escultura e tantas outras expressões artísticas que ressaltam a beleza da criação, do ser humano, da sexualidade, e o espírito religioso do povo brasileiro. Arte e fé, portanto, devem caminhar unidas, numa harmonia que respeita os valores e a sensibilidade de cada uma e de toda pessoa humana na sua cultura e nos seus valores.
Lamentavelmente, crescem em nosso meio o desrespeito e a intolerância que destroem esta harmonia, que deve marcar a relação da arte com a fé, da cultura com as religiões. Se, por um lado, a arte deve ser livre e criativa, por outro, os artistas e responsáveis pela promoção artística não podem desconsiderar os sentimentos de um povo ou de grupos que vivem valores, muitas vezes, revestidos de uma sacralidade inviolável. O desrespeito e a intolerância, por parte de artistas para com esses valores, fecham as portas ao diálogo, constroem muros e impedem a cultura do encontro. Preocupam, portanto, o nível e a abrangência destas intolerâncias que, demasiadamente alimentadas em redes sociais, têm levado pessoas e grupos a radicalismos que põem em risco o justo apreço pela arte, a autêntica liberdade, a sexualidade, os direitos humanos, a democracia do País.
Vivemos numa sociedade pluralista, por isto, precisamos saber conviver com os diferentes. Isso, contudo, não subtrai à Igreja o direito de anunciar o Evangelho e as verdades nele contidas, a respeito de Deus, do ser humano e da criação. Em desacordo com ideologias como a de gênero, é nosso dever ressaltar, sempre mais, a beleza do homem e da mulher, tais como Deus os criou, bem como os valores da fé, expressos também nos símbolos religiosos que, com sua arte e beleza, nos remetem a Deus. Desrespeitar estes símbolos é vilipendiar o coração de quem os considera instrumentos sagrados na sua relação com Deus, além de constituir crime previsto no Código Penal.
Animamos a sociedade brasileira a promover o diálogo e o encontro, por meio dos quais as pessoas, em suas diferenças, respeitam e exigem respeito, e permitem sentir a riqueza que cada um traz dentro de si.
Nossa Senhora Aparecida, Mãe e Padroeira dos brasileiros, nos ensine o caminho da beleza e do amor, da fraternidade e da paz.
Brasília, 26 de outubro de 2017.
Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB
Dom Murilo S. R. Krieger
Arcebispo de São Salvador da Bahia
Vice-Presidente da CNBB
Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB


quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Onde falta a esperança surge a utopia....




O tempo é um dos percalços a vida. Passa rápido, ruge como leão. E nesse ínterim a vida, muitas vezes marcada pela dor, sofrimento e pela morte. Mas não a morte física, essa ninguém pode parar e o tempo é para a eternidade. Quando a vida é ameaçada surge a esperança, com vestes de projetos primaveris... afinal nada melhor que o verde que teima em habitar a terra, devastada pelo ódio, pela violência.
Uma violência que grassa a humanidade e mata projetos, sonhos, alegrias e se reveste de ilusões, decepções. Afinal a humanidade caminha para penhascos que levam a abismos. Ai a esperança se reveste de cinza, perde o vigor do verde que ilumina que traz paz. Um verde que se junta ao céu azul da existência.
Decepções, ilusões e a esperança acaba se refugiando no escuro lado da existência humana. Um lugar onde habita o pesadelo existencial. Um lugar para onde fugimos na hora da decepção, das mazelas da humanidade que se perde a cada dia, transformando o homem em feras dominadas por um jeito bestial e tornando devorador do próprio homem.
E o que resta? Resta a utopia, lugar de refugio, e neste lugar habita a vida, a esperança... o ser-tão está ai como este lugar...mesmo diante da aridez brota um fio de vida, que regada por uma palavra simples renova tudo...Basta Cativar....e a exemplo da raposa nos sobrevém um fio de luz, vida, esperança e os sonhos voltam a povoar o ambiente árido e surgem vidas... afinal onde falta a alegria, falta a esperança brota o sonho....sonho sonhado e vivido....