quinta-feira, 13 de julho de 2017

ITALVA: Obras da arte sacra retornam a igreja após restauração.

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A Igreja de Nossa Senhora da Conceição em Italva esta restaurando todo o conjunto de arte sacra. Peças usadas nas celebrações e cerimônias religiosas foram recuperadas e retornam ao uso. O projeto visa a valorização dos vasos sagrados, castiçais, cálices, âmbulas e patenas, que foram o acervo religioso. O projeto segundo o Padre Maxiliano Barreto tem como objetivo a recuperação da arte que ajuda a contar a história da igreja na cidade e foram adquiridas pelas décadas da comunidade.
- Uma das orientações da igreja é a preservação do patrimônio sacro. Peças que além da beleza representam muito para a igreja. Foram peças de valor artístico, mas com o sentido de zelar pelos bens artísticos. Um valor que vai além do material e tem um significado para a comunidade católica. – disse o padre.
De acordo com Padre Maxiliano Barreto o projeto visa restaurar e preservar todo o conjunto artístico formado pelos objetos litúrgicos, imagens e igreja que fica localizada na entrada da cidade. O próximo projeto é a valorização estética da igreja. O padre agradece a comunidade católica da cidade por todo apoio.


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segunda-feira, 10 de julho de 2017

SÃO BENTO

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Nesta terça-feira, 11 de julho, celebramos o dia de São Bento, nascido em Núrcia, próximo de Roma, no ano 480, oriundo de uma nobre família que o enviou para estudar na Cidade Eterna, no período de decadência do Império. Um período de decadência também moral e espiritual e, neste sentido, o jovem Bento abandonou todos os projetos humanos para se retirar nas montanhas da Úmbria, onde dedicou-se à vida de oração, meditação e aos diversos exercícios espirituais.
Depois de três anos numa retirada gruta, passou a atrair outros que se tornaram discípulos de Cristo pelos passos traçados por ele, que buscou nas Regras de São Pacômio e de São Basílio, uma maneira ocidental e romana de vida monástica.
A Regra de São Bento, devido a sua eficácia de inspiração que formava cristãos santos por meio do seguimento aos ensinamentos de Jesus, e da prática dos mandamentos e conselhos evangélicos, logo ficou conhecida, vindo a ser adotada em diversos mosteiros. Para São Bento a vida comunitária facilitaria a vivência da Regra, pois dela depende o total equilíbrio psicológico; desta maneira os inúmeros mosteiros, que enriqueceram o Cristianismo no Ocidente, tornaram-se, ao longo dos séculos, faróis de espiritualidade e cultura.
Peçamos a São Bento que nos dê também o dom de unir o nosso trabalho quotidiano com a oração, como ele tão bem soube fazer. São Bento. Rogai por nós.
D. Anselmo Chagas de Paiva, OSB
Mosteiro de São Bento/RJ

Sábado e domingo a animação será no Garrafão na Festa de Nossa Senhora do Carmo.

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Domingo é dia de Nossa Senhora do Carmo. Em Campos a animação será no Garrafão em Santo Eduardo. A partir das 7h inicia com uma peregrinação com a imagem da padroeira saindo do Sitio de Aristides em Santa Rita. A festa já é uma tradição da comunidade e um dia para as famílias se encontrarem. Durante o dia a família Tostes vai receber os visitantes com o tradicional churrasco. A localidade do Garrafão fica localizada numa região de vales e montanhas e a igreja dedicada a santa recebe um numero expressivo de devotos vindos de várias cidades.
Atualmente morando na Região dos Lagos, Luzia Tostes vem para a festa. Para ela será um momento de reunir a família para um momento de fé e de reencontros. A igreja fica no centro da propriedade rural que a família ainda mantém na comunidade.
- A festa de nossa Senhora do Carmo,faz parte da minha vida e da minha família,a vida toda assisti meus pais e parentes participarem e comentarem à respeito da mesma.A devoção a nossa senhora do Carmo,vem passando de geração a geração,temos muito amor e respeito por nossa Senhora do Carmo,e enquanto vida tivermos,estaremos sempre fazendo por onde festejar o seu dia,juntamente com família,amigos,moradores e todos os visitantes que recebemos com maior prazer todos os anos,agradecemos  aos nossos queridos padres que celebram a missa no seu dia.Que nossa Senhora do Carmo nos proteja sempre. Disse Luzia Tostes.

Programação
Dia 16/07
7h – saída de peregrinação de Nossa Senhora do Carmo
Saída do sitio de Aristides
10h – missa
17h Show com a Banda Henrique Luxúria
19h- Quadrilha do Reencontro



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sexta-feira, 7 de julho de 2017

Encontro de Fraternidade Judaico e Cristão em Belo Horizonte

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Samba e Fé na Expoagro

Padre Omar
Padre Omar / Divulgação
A 58ª Exposição Agropecuária do Norte Fluminense (Expoagro) teve início nessa quinta-feira e traz programação variada para todos os gostos. Na próxima terça-feira (11), a atração que vai atrair visitantes é o Padre Omar, que se apresentará com seu novo show “Samba e Fé”.
Carioca, de 38 anos, Padre Omar é Reitor do Santuário Cristo Redentor e Pároco da Igreja São José, na Lagoa e apresenta diariamente o programa “Vai na Fé”, na Rádio Globo. Ele estudou piano no Conservatório Brasileiro de Música e é membro honorário da Academia Internacional de Música.
Através da música, Padre Omar pratica sua vocação de evangelizar, mostrando que Samba e religião também combinam. O diálogo cultural é uma bandeira defendida pelo padre cantor no trabalho de evangelização. Na pecuária, quem for curtir um samba católico, deverá levar também agasalhos para serem doados.
No seu novo trabalho, Padre Omar reuniu a nata do samba para gravar um novo repertório, como a música “Bênção de Deus” e músicas consagradas, como “São José de Madureira”. Nomes de peso, como Jorge Aragão, Xande de Pilares, Fundo de Quintal, Molejo, Elymar Santos, Gabrielzinho do Irajá, Mumuzinho fazem parte dessa grande festa. A direção musical e artística está sob a batuta do maestro Jorge Cardoso, um dos mais conhecidos e respeitados nomes da cena musical brasileira. (A.N.)
Fonte: Folha da Manhã

CENTENÁRIO DE UM APÓSTOLO

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Pe Luiz Cláudio Azevedo de Mendonça
Assessor Eclesiástico  da Pastoral da Comunicação da Diocese de Nova Friburgo
Membro da Academia Friburguense de Letras
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Quero ressaltar neste artigo o centenário de nascimento de D. Clemente Isnard,  ,celebrado neste 8 de julho de  2017. Primeiro Bispo da Diocese de Nova Friburgo que também foi ilustre membro de nossa Academia Friburguense de Letras, honrando-a com a sua brilhante intelectualidade, ocupando a cadeira de número 09, patronímica de Casimiro de Abreu.
DOM CLEMENTE JOSÉ CARLOS ISNARD: grande e extraordinário homem, iluminado monge, discípulo de S. Bento, notável bispo e ardoroso missionário da Igreja. Fui o último padre ordenado por ele para a diocese de Nova Friburgo, em 14 de agosto de 1993, em Macaé. Nasceu no dia 8 de julho de 1917, no Rio de Janeiro. Homem autentico, suave e forte, como um verdadeiro apóstolo, determinado, com uma formação espiritual sólida, integradora da realização e salvação da pessoa com a libertação e promoção humana na luta pelo direito total. Teve ,na sua educação cristã familiar, o exemplo de seus pais Ernesto e Zulmira Isnard, sua tia Ruth Leoni, esposa do poeta Raul de Leoni Ramos, da sua outra tia Helena Isnard que se tornou freira Redentorista, fundadora e superiora do convento de Itu – SP, dentre outros. Assimilou conhecimentos e valores  no Centro de Estudos Superiores Católicos (D. Vital), presidido pelo Dr. Alceu Amoroso Lima, seu amigo e incentivador vocacional; na Ação Universitária Católica, da qual participava ativamente em 1932, como jovem da Faculdade de Direito, no Rio de Janeiro, onde bacharelou-se. Mas, a sua grande e decisiva influencia mística, litúrgica, teológica e humana que consolidou a sua vocação para a vida monástica foi D. Martinho Michler, monge alemão, que, com sua visão de vanguarda, impulsionava e alimentava o movimento litúrgico no Brasil. D. Martinho se tornou o seu pai espiritual. Como monge se manteve sempre fiel ao espírito e a regra Beneditina. Fez a sua profissão solene em 11 de julho 1940, no dia do Pai S. Bento.  Assumiu vários cargos de gestão e formação. Foi ordenado sacerdote em 19/12/1942. Nomeado bispo no período preparatório ao Concílio Vaticano II, pelo Santo Papa João XXIII, em 23  Abril de 1960 para a recém-criada Diocese de Nova Friburgo pela bula pontifícia “Quandoquidem  Verbis” de 26 de março  do mesmo ano. Sua ordenação episcopal foi no dia 25 de julho, no Mosteiro de S. Bento no Rio de Janeiro, presidida pelo Núncio Apostólico do Brasil, na época, D. Armando Lombardi. Tomou posse no dia 07 de agosto.  Iniciava um fecundo ministério, no pastoreio episcopal de tantas ovelhas, espalhadas pelo imenso território de 10.000 km², desmembrado das Dioceses de Niterói, Campos e Valença, e que se estenderia por 33 anos. Participou do Concílio Vaticano II (l962-l965) que renovou toda a vida pastoral da Igreja Católica Apostólica Romana. D. Clemente viu e ouviu com alegria a visão teológica  e eclesiológica da liturgia de D. Martinho, do movimento litúrgico e de outros grandes teólogos no mundo inteiro ser confirmada, condensada, na Constituição Sacrosanctum  Concilium.   Nomeado após o Concílio pelo Papa Paulo VI para o Conselho de Execução da Constituição sobre a Sagrada Liturgia Sacrosanctum Concilium (1964-1969) e depois como membro da Congregação para o Culto Divino, órgão da Santa Sé responsável pela liturgia (1969-1975).   E no Brasil foi Presidente por dezenove anos da Comissão Nacional de Liturgia da CNBB.  Em todos os trabalhos refletia os seus profundos conhecimentos, vastíssima cultura e grande erudição, aliados à forte sensibilidade pastoral. Foi ainda vice-presidente da CNBB (1979-1982), presidente do Departamento de Liturgia e vice-presidente do CELAM-Conselho Episcopal da América Latina (1983-1987).  Participou do Sínodo dos Bispos de 1967 e das Conferências Latino-Americanas de Puebla (1979) e Santo Domingo (1992). Delegado no Brasil para os Congressos Eucarísticos Internacionais. Membro do Conselho Nacional de Cultura, do Conselho Estadual de Educação, recebendo títulos de cidadania de vários municípios, inclusive de Cidadão Fluminense. Mas, o grande título, profundamente alinhado com o seu carisma de Bispo Beneditino, era Pastor de Nova Friburgo.  Não descuidava da diocese um só instante.  Organizou as diretrizes pastorais da Diocese, à luz do Concílio Vaticano II, trabalhando com os conselhos que foi criando que teriam a função de elaborar o Plano de Atividades Pastorais.  As primeiras diretrizes foram lançadas em 11 de fevereiro de l969. Organizou ao todo quinze Assembleias Diocesanas a partir de então, para a definição das metas pastorais, sempre publicadas junto com os planos e divulgadas em toda a Diocese, criando uma unidade eclesial e fomentando uma pastoral de conjunto.
Todo este trabalho culminou no Sínodo Diocesano de 1991 que consolidou os Estatutos Sinodais. A Diocese ia evoluindo. Novas paróquias sendo criadas.  O bispo zeloso conseguiu diversos auxílios de órgãos nacionais e internacionais para as necessidades socioeclesiais, dentre estes, A ADVENIAT, desde l963, a CÁRITAS, a MISEREOR, o FAC – Fraterno Auxílio Cristão. Fundou logo a Cáritas Diocesana em 1960 com D. Maria Damasco Mouta e o Pré-seminário Vocacional em Lumiar.  A dificuldade de vocações sacerdotais era grande.  Até os 25 anos da Diocese, ordenara 14 padres. Ordenou mais uma dezena até a sua saída e deixou encaminhados vários seminaristas, ordenados depois. D. Clemente foi uma grande voz dos mais fracos, dos sem voz, contra as injustiças e o duro e cruel regime da ditadura militar, defendendo os posseiros em Papucaia ou a vida de refugiados e perseguidos políticos, recebendo-os na casa episcopal e depois deslocando-os para Lumiar, com o apoio da professora local e grande colaboradora D. Maria Mouta. Tudo isso D. Clemente fazia contra os critérios sombrios da chamada  “Lei de Segurança Nacional” que atropelava os direitos humanos, civis e sociopolíticos.  Assim também em Trajano de Moraes, Cantagalo, Quissamã, em diversos municípios da Diocese. O efeito de tanto bem plantado circula até hoje nas veias e na memória de um povo numerosíssimo, sempre capaz na sua simplicidade santa, da belíssima virtude da gratidão. Deixou como obras de testemunho e ensinamento: Magistério Episcopal (1989); Dom Martinho (1999); Na Porta do Mosteiro (entrevista com Alexandre Gazé, 2004; Reflexões de um Bispo sobre as Instituições Eclesiásticas (2008); Viver a Liturgia (2008); A Experiência Ensina o Bispo (2009); Memórias que Anunciam o Futuro ( Póstuma -2012), além de inúmeros artigos em jornais e revistas eclesiásticas. Faleceu aos noventa e quatro anos em Recife, no dia 24 de agosto de 2011, terminando sua riquíssima jornada, deixando-nos um maravilhoso legado de sábia fortaleza, de humildade e formação eclesial, de luta pelos direitos humanos, promoção humana e justiça social, dedicação e organização da sua querida Messe de Nova Friburgo iluminando tantas outras porções da Igreja no Brasil e no mundo, na sua firme e brilhante  vivência e preservação do Concílio Vaticano II. Fez sua Páscoa no dia do apóstolo S. Bartolomeu, ele um digníssimo sucessor dos apóstolos que percorreu com o seu báculo todos os recantos da extensa e amada seara diocesana como caridoso e despojado guia, exemplo eterno de doação, sabedoria e amor pastoral. Cumpriu plenamente o seu lema episcopal: "Te Pastorem Sequens" (Seguindo-te como Pastor). Seguiu a Cristo, sendo ao mesmo tempo n'Ele o Bom Pastor que deu sua vida pelas ovelhas. Fica o seu grande testemunho entre nós de um Pastor, que amou os pobres e promoveu-os como filhos de Deus, nossos irmãos, de uma voz profética inequívoca e coerente que nos inspira. Sua importância é imensa, condensada na sua autentica humildade e na sua evangélica simplicidade, ardoroso na Missão de Cristo que ele tanto amou e da qual foi servo até o último suspiro.
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quarta-feira, 28 de junho de 2017

Papa Francisco nomeia cinco novos cardeais e pede servir quem mais precisa



Pede olhar a realidade que são os inocentes que sofrem e morrem por causa das guerras e do terrorismo, as escravidões, os campos de refugiados

(ZENIT – Ciudad del Vaticano, 28 Jun. 2017).- O Papa Francisco presidiu nesta quarta-feira na Basílica Vaticana, um Consistório ordinário público para a criação de cinco novos cardeais.
Eles são: Dom Jean Zerbo, Arcebispo de Bamako (Mali); Dom Juan José Omella Omella, Arcebispo de Barcelona (Espanha); Dom Anders Arborelius, Bispo de Estoclomo (Suécia); Dom Louis-Marie Ling Mangkhanekhoun, Vigário Apostólico de Paksé (Laos); Dom Gregório Rosa Chávez, Bispo auxiliar de San Salvador (El Salvador).
Os novos cardeais vêm de Espanha, da Suécia, de El Salvador, do Mali e do Laos e todos têm menos de 80 anos, e poderão votar no caso de um conclave.
O cardeal espanhol se dirigiu ao Santo Padre em nome de todos e a seguir, foi a Liturgia da Palavra, a homilia do Papa, a Profissão de fé e o Juramento.
Na homilia o Papa indicou que Jesus “chama-vos a olhar para a realidade, não vos deixando distrair por outros interesses, por outras perspetivas. Não vos chamou para vos tornardes «príncipes» na Igreja, para vos «sentardes à sua direita ou à sua esquerda». Chama-vos para servir como Ele e com Ele. Para servir ao Pai e aos irmãos”.
E que “a realidade são os inocentes que sofrem e morrem por causa das guerras e do terrorismo; são as escravidões que não cessam de negar a dignidade, mesmo na era dos direitos humanos; a realidade é a dos campos de refugiados, que às vezes lembram mais um inferno do que um purgatório; a realidade é o descarte sistemático de tudo o que já não é útil, incluindo as pessoas. É isto que Jesus vê, enquanto caminha para Jerusalém”.
O rito de entrega do barrete e do anel decorreu na Basílica de São Pedro, na véspera da festa de São Pedro e São Paulo.
Cada novo cardeal se aproximou do Papa e se ajoelhou ante ele para receber o capelo cardinalício e a designação de um Título ou Diaconia.
Quando o Papa colocou o capelo sobre a cabeça do novo cardeal tem falado entre outras palavras: «[Isto é] vermelho como sinal da dignidade do ofício de cardeal, e significa que estás preparado para atuar com fortaleza até o ponto de derramar teu sangue pelo crescimento da fé cristã, pela paz e harmonia entre o povo de Deus, pela liberdade e a extensão da Santa Igreja Católica Romana».
Durante a colocação do anel o Santo Padre diz a cada um: Este anel é “sinal da nova dignidade, de solicitude pastoral e de união mais sólida com a Sé do Apóstolo São Pedro” e “Recebe o anel da mão de Pedro e sejas conhecedor de que com o amor do Príncipe dos Apóstolos se reforça seu amor para a Igreja.”
O fato de que o Papa designe a cada cardeal uma igreja de Roma ‘Título’ ou ‘Diaconia’ responde ao sinal de sua participação no cuidado pastoral do Papa pela cidade.
O Santo Padre também entregou a Bula de criação de cardeais, designou o Título ou Diaconia e trocou o beijo da paz com os novos membros do Colégio Cardinalício e os purpurados também entre eles.
O rito concluiu com a oração dos fiéis, a oração do Pai Nosso e a bênção final.
Assim como ocorreu nos demais consistórios, após a celebração, Bergoglio e os novos cardeais foram até a residência do papa emérito Bento XVI.
Depois, as visitas de cortesia aos novos Cardeais teve lugar o átrio da Sala Paulo VI e amanhã quinta-feira, festa de São Pedro e Paolo, o Santo Padre celebrará a missa na Basílica Vaticana, e abençoará os sagrados Pálios, destinados aos novos arcebispos metropolitanos.

O Santo Padre celebra os 25 anos de ordenação episcopal



Os cardeais agradecem ao Papa e dizem: “Francisco já está no nosso coração
(ZENIT – Cidade do Vaticano, 27 Jun. 2017).- O Papa Francisco celebrou nesta terça-feira seus 25 anos de ordenação episcopal com uma missa na capela Paulina, concelebrada com os cardeais. Depois do Pax Vobis, o decano do colégio dos cardeais, Angelo Sodano, agradeceu em nome de todos eles e disse que “Francisco já está no nosso coração”.
O Santo Padre na homilia indicou de três temas do diálogo entre Deus e Abraão: ‘levantar-se’, ‘olhar’ e ‘esperar’. Levantar-se significa não ficar parado, realizar a missão em caminho, Abrahão não edificou uma casa e o símbolo é a tenda.
Olhar é fixar o horizonte, pois a mística do horizonte faz ver cada vez mais distante enquanto se avança. “A esperança não tem muros”, concluiu o Papa. “O Senhor hoje nos diz o mesmo: levante-se, olhe e espere. Essa palavra de Deus vale também para nós, que temos quase a mesma a idade de Abraão”, disse Francisco.
“Quem não nos quer bem, diz: ‘somos a gerontocracia da Igreja’. É uma zombaria, não sabe o que diz. Não somos gerontes, somos avôs. E se não sentimos isso, devemos pedir a graça de senti-lo. Avôs para quais os netos olham e esperam de nós a experiência sobre o sentido da vida. Avôs não fechados. Para nós, ‘levante-se, olhe e espere’ se chama sonhar. Somos avôs chamados a sonhar e dar o nosso sonho à juventude de hoje, que necessita disso, porque tirarão dos nossos sonhos a força para profetizar e levar avante a sua missão.”
E indicou que o Senhor,pede aos avôs da Igreja que tenham a vitalidade para dar aos jovens, sem se fechar, para oferecer à juventude o melhor, para levar avante a profecia e o trabalho.
“Peço ao Senhor –concluiu o sucessor de Pedro– que dê a todos nós esta graça, “agraça de ser avôs, a graça de sonhar e dar esse sonho aos nossos jovens, eles precisam disso.”

A celebração concluiu com o canto da Salve Regina.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Nas livrarias...E o verbo se fez rede- Religiosidades em construção no ambiente digital

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E a tese se fez livro... Está chegando às livrarias, pela Editora Paulinas, a publicação que reúne os principais conteúdos da minha tese defendida no ano passado, inclusive com pontos mais aprofundados e também novos.
O livro está intitulado "E o Verbo se fez rede: religiosidades em reconstrução no ambiente digital", com duas presenças que muito me honram: o prefácio de Antonio Spadaro SJ e o posfácio do Prof. Dr. Stewart Hoover.
Agradeço também as irmãs Paulinas pela oportunidade da publicação e a todos os profissionais da editora envolvidos na produção da obra. 
O lançamento será no próximo dia 10 de julho, das 8h30 às 12h30, em uma aula aberta no auditório do Sepac, em São Paulo (Rua Inácia Uchoa, 62, perto do metrô vila Mariana).
Sintam-se todas e todos convidados!

ANO MARIANO

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terça-feira, 20 de junho de 2017

Peregrinação mariana dos Comunicadores


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Missa no Santuário de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro no dia 17/06 na Semana de Comunicação da Diocese de Campos

Foi realizada em Campos a I Semana de Comunicação, com palestras e no dia 17 a Peregrinação Mariana dos Comunicadores com missa no Santuário de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Durante a missa foi realizado momento mariano com a coroação das imagens de Nossa Senhora de 
Fátima e Nossa Senhora  Aparecida.

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quinta-feira, 15 de junho de 2017

NOVO E IMPORTANTE DOCUMENTO DA CNBB SOBRE A INICIAÇÃO À VIDA CRISTÃ

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Pe. Luiz Alves de Lima, sdb

Na longa tradição da Igreja, a iniciação das pessoas ao mistério de Cristo Jesus e seu Evangelho, acontecia, inicialmente, pelo catecumenato e, depois, pela catequese. Durante séculos ela foi marcada quase exclusivamente pela dimensão doutrinal, como era exigido pela situação de uma sociedade bastante cristã. Desde o final do séc. XIX a catequese vem sendo continuamente renovada em vista de uma maior eficácia na transmissão e educação da fé.  Apesar de muita renovação, esse modelo de catequese que chegou até nós já não corresponde mais às necessidades de nossa época de intensas mudanças. Desde o Vaticano II vem sendo sugerida, não só a renovação da catequese, mas de todo o processo de Iniciação à Vida Cristã(IVC), conforme o catecumenato que tantos frutos deu nos primeiros séculos de vida da Igreja.
Assim, hoje, em vista de uma verdadeira formação de discípulos missionários, a própria catequese, sobretudo com adultos e/ou afastados da Igreja, é considerada a serviço da IVC ou uma catequese com dimensão catecumenal. Isso implica o querigma e, sobretudo a mistagogia, ou seja, uma transmissão e educação da fé impregnada de Sagrada Escritura, celebrações, símbolos, sinais, dimensão orante, ritos que proporcionem aos catequizandos um maior contato e vivência dos conteúdos da fé. É uma mudança radical de paradigma, para a qual as comunidades e, sobretudo os catequistas precisam estar preparados e com muita coragem para assumir. Mais do que o modelo tradicional de catequese, esses processos de IVC ou catequese com dimensão catecumenal, exige também maior participação e acompanhamento por parte dos líderes comunitários, sobretudo dos párocos, vigários paroquiais, diáconos... e também uma séria programação diocesana e não somente paroquial.
Tendo presente muitas experiências já realizadas nessa direção, documentos já escritos, como o Estudo 97 da CNBB (1997), e tantos estudos já realizados, o novo documento está estruturado em 4 capítulos. O primeiro, apresenta o belo e profundo diálogo entre Jesus e a Samaritana, levando-a à descoberta do mistério de sua Pessoa humana e divina: é o exemplo ou ícone de toda IVC. O segundo mostra como a história da Igreja sugere muitos elementos que hoje podem ser resgatados para a transmissão da fé hoje; analisa também a atual situação da iniciação. Já o terceiro capítulo, considerado o mais importante, procura esclarecer os conceitos e ideias mais fundamentais para a transmissão da fé hoje, através da mistagogia, do catecumenato. Entre outras coisas, reflete sobre a importância da união entre Liturgia e Catequese, sobretudo pelo conhecimento e prática do Ritual de Iniciação Cristã de Adultos (RICA). Fala também da necessidade de uma compreensão mais unitária dos três Sacramentos da IVC. Finalmente, oúltimo capítulo é muito rico em propostas e sugestões para que os processos de IVC sejam implantados eficazmente em nossas dioceses; de fato, exige-se mais um planejamento diocesanodo que apenas paroquial ou setorial.
O novo documento sobre a IVC é mais uma esperança para que a Igreja realize sua missão de Evangelizar numa sociedade cada vez mais pluralista, através da transmissão e educação da fé das pessoas. A mistagogia, bem entendida e realizada por toda comunidade e pelos catequistas, terá como fruto a formação de cristãos conscientes, atuantes e inseridos na comunidade, vivendo no mudo com autênticos discípulos missionários de Jesus Cristo.

* Assessor para a redação do novo documento


Diocese de Nova Friburgo celebra Solenidade de Corpus Christi

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Em 2017, a Solenidade de Corpus Christi será celebrada no dia 15 de junho. Em Nova Friburgo serão confeccionados 86 tapetes de sal, trazendo a temática: ‘A Jesus, pelas mãos de Maria’, e o lema: ‘Fazei tudo o que Ele vos disser (Jo 2,5)’, ambos relacionados ao Ano Nacional Mariano. A Solenidade é composta por Santa Missa, presidida pelo Bispo, Dom Edney Gouvêa Mattoso, e concelebrada por diversos sacerdotes; Procissão Eucarística e Adoração ao Santíssimo Sacramento.
A expectativa para esta edição é que cerca de 12 mil pessoas participem do evento.  De acordo com a organização, serão utilizadas cerca de 30 toneladas de sal grosso para a ornamentação dos tapetes, além de tintas corantes para darem vida aos desenhos que serão apresentados.
 A programação tem início às 6h, com a confecção dos tradicionais tapetes, que serão montados desde a Matriz Paroquial São Bento Abade, situada no bairro Ypú, até a Catedral Diocesana São João Batista, no Centro. Paróquias, Pastorais, Novas Comunidades, Movimentos, Instituições Católicas e alguns setores da sociedade, são responsáveis pela preparação dos tapetes.
Mais tarde, às 14h, acontece a concentração para o início a Santa Missa campal, que acontecerá em frente à Paróquia São Bento Abade, às 15h. Nos minutos finais da Celebração Eucarística, o Bispo concede a primeira bênção com o Santíssimo Sacramento, que é seguida de procissão eucarística. A segunda, é realizada em frente à Prefeitura Municipal, e a terceira na Praça Demerval Barbosa Moreira, diante da Catedral.

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Solenidade de Corpus Christi

Em Nova Friburgo, o evento começou há aproximadamente 100 anos no Colégio Anchieta e a partir de 1969 se estendeu pela General Osório, Praça do Suspiro até a Catedral de São João Batista. Em 1974, os tapetes foram transferidos para o trajeto atual.
O Corpus Christi foi instituído em 11 de agosto de 1264 pelo Papa Urbano IV e significa “Corpo de Cristo”. Este momento é comemorado sempre na quinta-feira depois da Festa da Santíssima Trindade e tem por objetivo celebrar solenemente o mistério da Eucaristia, o Sacramento do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo.
A celebração teve origem em Liége, na Bélgica, no século XIII, quando a freira Juliana de Cornillon teria sido inspirada para que o mistério da Eucaristia fosse celebrado com destaque. O Papa Urbano IV, por meio da Bula "Transiturus" estendeu a festa para toda a Igreja.
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Departamento de Comunicação
DIOCESE DE NOVA FRIBURGO

terça-feira, 13 de junho de 2017

Câmara recebe 1ª Semana de Comunicação da Diocese de Campos



O plenário da Câmara de Vereadores de Campos recebeu na noite desta segunda-feira (12) a abertura da 1ª Semana de Comunicação da Diocese de Campos. Durante a oportunidade, o vereador Jorginho Virgílio (PRP), que representou o presidente da casa Marcão Gomes (Rede), entregou uma Moção de Aplausos, ao bispo diocesano Dom Roberto Ferrería Paz.
“Quero dar as boas vindas a todos e justificar a ausência do presidente Marcão que já havia marcado um compromisso, mas solicitou que o representasse e dissesse a todos que ficassem à vontade nesta casa que é do povo. Gostaria de aproveitar para entregar ao senhor bispo essa Moção de Aplausos, que foi proposta por mim há algumas sessões passadas e aprovada por unanimidade. Uma homenagem por sua luta em prol dos trabalhadores e por todas as lutas empenhadas pelo senhor em nome de nossa sociedade”, disse Jorginho, que em seguida passou a condução do evento a Dom Roberto.
O bispo agradeceu. “Reitero meu agradecimento público por estarmos nesta casa, que é uma casa de comunhão, o coração da cidade, onde se ouve o povo. Meu agradecimento também por esta moção, que representa o todo deste legislativo. Neste momento eu acolho a todos que estão aqui e aos que nos ouvem através dos meios de comunicação. Abro esta noite lembrando que a mensagem do Papa Francisco para o 51º Dia Mundial das Comunicações Sociais, teve como tema ‘Não tenhas medo, que Eu estou contigo’ (Is 43, 5), ressaltando a importância de comunicar esperança e confiança no nosso tempo”, disse Dom Roberto Ferrería abrindo a noite.
Em seguida foi lançada a logomarca da Pastoral da Comunicação da Diocese (Pascom) e todos assistiram a uma palestra com o tema “Fotografia e o registro da história”, proferida pelo professor Sérgio Arruda de Moura. Ao final os Arautos do Evangelho realizaram a Coroação de Nossa Senhora de Fátima.

*Por Vivianne Chagas - Ascom Câmara Campos

domingo, 11 de junho de 2017

Frei Lauro restaura órgão de 100 anos com alunos da UFPR


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Este texto é de Rodrigo Choinski, publicado no site da Universidade Federal do Paraná (http://www.ufpr.b). 
Estudantes do curso de Tecnologia em Luteria da Universidade Federal do Paraná estão participando do processo de restauro de uma preciosidade musical guardada na igreja Bom Jesus dos Perdões, localizada na Praça Rui Barbosa, em Curitiba. É um órgão de tubos que foi montado no início da década de 20 pela firma alemã Laukhuff e hoje ocupa o centro do balcão principal. O restauro está a cargo do frei Lauro Both, organeiro formado na Escola Oscar Walcker Schule, e Ludwigsburg, Alemanha, que concilia o trabalho na igreja com as atividades de professor convidado do curso da UFPR – uma oportunidade aproveitada pela universidade para passar aos alunos a vasta experiência de Both neste tipo de instrumento.
O órgão de tubos em que o frei trabalha  traz o nome do seu construtor, Johannes Speith, que em 1926 veio ao Brasil especialmente para acompanhar o final da montagem desde e de outros instrumentos vendidos para o País. Além dos reparos e da afinação, o processo de restauro devolverá as características originais do instrumento, que foram modificadas devido a reparos e adaptações feitas nos seus 93 anos de história.
O professor reveza suas atividades entre as aulas que acontecem no Setor de Educação Profissional e Tecnológica da UFPR (SEPT) e o trabalho na Igreja Bom Jesus dos Perdões. Both, explica que já foram concluídos o restauro do fole, a lustração com a remoção das várias camadas de verniz que escondiam a ação do cupim, a instalação do novo motor, também importado da Laukhuff, nova pintura das flautas construídas em zinco. Aplicação de cupinicida em todas as madeiras. Também está em andamento a entonação para a afinação geral.
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Até o final do processo serão reinstalados os canos originais de chumbo que levam o ar das válvulas até as flautas do instrumento, que são os conjuntos de tubos que produzem o som por meio da liberação do ar comprimido. O instrumento possui desde tubos de alguns centímetros até o maior de seis metros, cada conjunto produz um certo timbre e são de madeira e metal.
freilauro03Também a bomba manual que alimentava o fole originalmente será recuperada. O fole é uma grande bolsa de ar com pesos que mantém a pressão constante, ao acionar a tecla uma válvula conectada às flautas libera a passagem do ar para produzir o som. Atualmente o teclado funciona com comandos elétricos, substituídos na década de 90 durante a última manutenção do aparelho, mas o instrumento voltará a ter seus sistemas mecânicos.
Segundo Both, “o órgão chegou a Curitiba em maio de 1924, montado pelos freis Tito e Inocêncio, sob a orientação de Carl Essenfelder, filho do Florian Essenfelder, e inaugurado aos 13 de junho de 1924, com Missa Solene do Bispo Diocesano Dom João Francisco Braga”. Tendo sido terminada a montagem em 1926 pelo próprio construtor do órgão, Johannes Speith, que passou um tempo no Brasil, para a montagem de outros instrumentos, inclusive o da Igreja Santo Estanislau, em Curitiba.
O organeiro explica que após a Segunda Guerra Mundial os órgãos voltaram a ser construído com comandos mecânicos, substituindo os sistemas elétricos e pneumáticos. O motivo é buscar a sonoridade original do instrumento, que é prejudicada pela abertura imediata no caso de sistemas elétricos.
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Both conta que na década de 1980 o órgão foi “barroquizado” seguindo a tendência de reproduzir a sonoridade de aparelhos construídos antes do século XIX. Alguns conjuntos de flautas do órgão foram cortados na altura do tom, característica dos instrumentos barrocos. A flauta original, romântica, era mais comprida mantendo uma maior reverberação, enquanto no tom havia apenas uma abertura, chamada de janela. Essas flautas agora serão substituídas para que o instrumento retorne às suas características originais
freilauro06Aprendizado
Os estudantes têm participado do processo, que serve como um laboratório para as aulas. Amilly Bárbara é um exemplo. Ela é especializada em lustração de madeira e foi responsável por renovar a parte externa do instrumento.
O frei mostra o manual de organaria que tem como referência, escrito por um monge beneditino no ano de 1777, mas afirma que nem todo conhecimento necessário está nos livros e que é a experiência na construção, manutenção e reparo que ao longo dos anos forma o organeiro. Ao final do curso cada estudante produzirá um Portativo, que é o menor tipo de órgão existente, e pode ser carregado pelo músico. O instrumento possui todas as partes constitutivas dos órgãos maiores e é operado manualmente pelo músico ao tocar.
Formação
A história de Both como organeiro começa em 1987. Ele explica que não era um instrumentista de nível avançado mas que, ao órgão, acompanhava canções em celebrações religiosas. Algumas vezes surgiam problemas com o instrumento e não era fácil achar alguém que pudesse fazer o conserto. Então sugeriu ao seu superior que o mandasse para a Alemanha, onde estão localizadas as principais firmas de construção e restauração destes objetos.
freilauro07A ideia de uma estadia de um ano se transformou em três anos e meio entre estudo na escola em Ludwigsburg e aprendizado na firma Gebrüder Stockmann Orgelbau, na cidade de Werl, que durante a sua passagem completaria 100 anos. O frei figura na foto comemorativa junto aos trabalhadores e outros aprendizes.
O professor explica que o curso é composto por duas fases, cada semestre inicia com um período intensivo de seis semanas de aulas, onde se aprende a parte técnica e teórica sobre o instrumento, em seguida os estudantes passam a atuar como aprendizes na firma de construção e manutenção de órgãos. Em 1992 o religioso, que também é físico, recebeu oficialmente o título de organeiro após concluir seus estudos.
Sonoridade
Convidado por Both, o professor aposentado da UFPR, Ricardo Herrmann, mostra a robustez do instrumento, em uma rápida apresentação de um trecho de uma composição de Johann Sebastian Bach para nossa a reportagem e para os fiéis presentes na igreja. Herrmann é filho do organista Rodrigo Herrmann, que foi mestre-capela na Catedral de Curitiba, com quem iniciou o aprendizado do instrumento.
Para o dia 10 de junho está programado o primeiro concerto após o restauro feito por Both, ocasião em que o órgão será reinaugurado.

Mais fotos

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sábado, 10 de junho de 2017

Funil festeja São João Batista

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Ricardo Gomes
Comunicação Diocese de Campos

Toda a honra a São João Batista em Funil
Funil, distrito de Cambuci se prepara para festejar São João Batista. Programação será aberta nesta quinta feira com missa as 08h celebrada pelo Padre Luis Carlos Pinheiro. Programação reúne as tradições regionais e a expectativa é de um numero expressivo de fieis e devotos nos dias festivos.

Dia 15 (Quinta-feira) - Missa às 08h
Celebrante:  Pe. Luis Carlos Pinheiro (Paróquia São Sebastião | Aperibé)
Paraninfos:
* Grupo de Coroinhas e Pastoral da Liturgia
* Comunidades São José da Ponte Seca e Nossa Senhora das Graças da Cidade Nova
* Equipes de trabalho da Festa

Dia 16 (Sexta-feira) - Missa às 19h
Celebrante:  Pe. João Paulo de Souza (Paróquia Senhor Bom Jesus | Bom Jesus)
Paraninfos:
* Catequese Encontro com Jesus
* Comunidades São Jorge do Bairro Ferreira da Luz, Bairros Caetano e Derânio de Aperibé e São Francisco de Assis dos Pinheiros
* Equipes Esportivas de Funil

Dia 17 (Sábado) - Missa às 19h
Celebrante:  Pe. José Maurício Peixoto (Paróquia São Sebastião | Aperibé)
Paraninfos:
* Equipe de Ornamentação e Equipes de Limpeza
* Matriz São Sebastião de Aperibé, Comunidades Nossa Senhora Aparecida dos Florianos e Santo Antônio do Pito Aceso
* Funcionários Públicos e Aposentados

Dia 18 (Domingo) - Missa às 19h
Celebrante: Pe. Luis Carlos Pinheiro (Paróquia São Sebastião | Aperibé)
Paraninfos:
* Pastoral do Dízimo, Dizimistas e Conferência Vicentina
* Comunidade Santa Rita de Cássia de Frecheiras
* Comerciantes e Patrocinadores do Informativo “O Precursor”
                                                                                                             



Dia 19 (Segunda-feira) - Missa às 19h
Celebrante:  Pe. Alcemar Pereira (Santuário de Santo Amaro | Campos dos Goytacazes)
Paraninfos:
* Grupo de Oração São João Batista
* Comunidade Santa Terezinha do Menino Jesus do Porto das Barcas
* Escola Estadual Municipalizada Abud Daibes

Dia 20 (Terça-feira) - Missa às 19h
Celebrante:  Pe. José Olavo Trindade (Capela Nossa Senhora de Fátima | Miracema)
Paraninfos:
* Movimento Sacerdotal Mariano, Terço dos Homens, Terço das Mulheres e Terço das Crianças
* Comunidades Nossa Senhora do Carmo da Caieira, Nossa Senhora Rosa Mística dos Fagundes e Capela São Sebastião (Administração Apostólica)
* Creche Judith Gomes

Dia 21 (Quarta-feira) - Missa às 19h
Celebrante:  Pe. Maxiliano Barreto (Paróquia Nossa Senhora da Conceição | Italva)
Paraninfos:
* JULAC
* Comunidades Senhor Bom Jesus da Japona, Santa Luzia da Barra de Santa Luzia e Nossa Senhora Desatadora dos Nós do Bairro Caetano
* Associação de Moradores - AMPRAFA

Dia 22 (Quinta-feira) - Missa às 19h
Celebrante:  Pe. Diego Fernandes (Paróquia Santa Beatriz | Portela)
Paraninfos:
* Pastoral do Batismo e Pastoral da Crisma
* Comunidades Santa Luzia do Goiabal, São Sebastião da Curitiba e Matriz Santa Beatriz de Portela
* Serralherias e Fundição

Dia 23 (Sexta-feira) - Missa às 19h  *Vigília da Natividade de São João Batista
Celebrante: Pe. Valdemir Amaral (Paróquia São José | São José de Ubá)
Paraninfos:
* Apostolado da Oração
*Comunidades Santa Rita de Cássia de Santa Rita, Santa Ana de Vieira Braga, Santo Antônio de Três Irmãos e São Joaquim do Valão do Padre Antônio
* Policia Civil e Militar, Corpo de Bombeiros, Guarda Municipal e Defesa Civil

Dia 24 (Sábado) *Solenidade da Natividade de São João Batista
18h - Procissão com a imagem de São João Batista
Celebrante: Revmo. Pe. José Maurício Peixoto (Pároco)
Paraninfos:
* Devotos

* Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Das histórias das terras de coronéis e lobisomens


Ricardo Gomes

Da Praça de Santo Amaro, as estórias são muitas. Histórias e estórias de um tempo que nem sempre o local era iluminado, mas guardava entre os mistérios de certo cavaleiro que atravessava o local num cavalo branco se escondendo atrás da velha e enigmática estação ferroviária. Da Praça resta a lembrança e as recordações de infância: contava o velho sacristão Milton Neves que quando criança batia na porta e pedia Abre a porta Santo Amaro!. Confesso que nem me lembro.
Ainda recordo a minha Primeira Comunhão. As medalhas que nosso catequista, Dom Bento Martins dos Santos nos dava em dia de aniversário, Nossa Senhora das Graças, a medalha milagrosa que guardava até pouco tempo e mais tarde sempre trazia comigo, mas nunca conseguira guardar. Depois veio a Milícia da Imaculada, com a consagração a Nossa Senhora.
Mas vamos as estórias que meu pai, Irineu Miguel da Silva contava. Entre essas histórias um certo homem vestido de branco que saiu de trás da igreja de Santo Amaro, num cavalo branco, atravessava a praça e desaparecia atrás da estação ferroviária. Da Boa Vista muitas eram as estórias fantásticas envolvendo o antigo sobrado. E justamente essas estórias que foram a inspiração ao campista José Cândido de Carvalho com seu romance O coronel o lobisomem.

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De Coroné a gente entende, mas lobisome é bicho brabo. Olha, nunca se atreva em desencantar. o bicho fica com ódio e vai atacar quem  o atrevido eveu  ate matar. A gente ouvia o danado nos fundos nos fundos da casa como um cachorro louco. Medonho, mas a gente tinha muito medo. palavras de meu velho pai, um contador de contados de arrepiar. Mas tem muito mais,,,é só ter calma e aguardar o que ainda não nos falha a memoria 

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Resgatando Histórias

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Residência da família Gonçalves em Santo Amaro, local de reuniões com políticos

Projeto Resgatando Memórias da Baixada prevê levantamento das histórias e estórias do distrito de Santo Amaro.

As histórias da Baixada Campista passam por Santo Amaro. Personalidades que fizeram parte da história da cidade passaram pelo distrito onde acontece a tradicional festa de 15 de janeiro. Histórias de lutas, de conquistas, mas de sonhos ainda não realizados. Poucos conhecem a saga da Família Gonçalves, desde o Capitão Manoel Gonçalves, vereador e responsável por melhorias no distrito que recebeu o sistema de água. Todas as negociações feitas na residência da família por onde passavam políticos nas tradicionais festas de janeiro. ​
- A proposta é iniciar um trabalho de pesquisa e de levantamento de informações com o objetivo de resgatar um pouco do legado e dos vestígios das histórias e estórias dos moradores do distrito, já preparando para a organização do memorial da Baixada Campista iniciando por Santo Amaro, por ser uma terra de tradições culturais e populares. – disse Ricardo Gomes.
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Entrevista
Qual a importância do resgate das histórias e estórias da Baixada Campista e iniciando por Santo Amaro?
RICARDO GOMES – Partimos de um ponto importante. No campo da política o distrito teve dois vereadores que marcaram a história da cidade. Manoel Gonçalves, conhecido como Capitão, era um importante representante da Baixada Campista tanto na Câmara Municipal como nas negociações com políticos para desta forma conseguir melhorias para a região. Recebia na sua casa governadores e com estas visitas o distrito recebeu o serviço de abastecimento de água. Do distrito o produtor rural Ageu Tavares Macabu teve um papel importante na política e temos a necessidade de resgatar estes papéis. Na questão cultural a Festa de Santo Amaro recebe devotos de todo o Brasil constituindo uma das maiores festas religiosas do interior do Estado do Rio de Janeiro.

O que representa para a cidade o legado destas personalidades para o desenvolvimento em todos os setores da sociedade?
RICARDO GOMES -  Podemos destacar uma série de personalidades que deram a sua contribuição para o desenvolvimento da região, muitos conhecidos e alguns anônimos, mas que tiveram um papel importante na construção da história social, econômica e até mesmo religiosa. A historia acaba não registrando alguns personagens anônimos, mas que foram importantes Destacamos por ex. Zezé Barbosa, Miguel Francisco, Aurélio Barbosa que trabalharam na Praça de Santo Amaro, Adauto Neves que foi juiz de paz, Amaro Matilde, um dos grandes entusiastas da cavalhada que levou a tradição a tantos lugares. Seria necessário um tempo para resgatar esses homens que deram a sua vida pela comunidade. Não poderia deixar de mencionar meu pai, Irineu Miguel da Silva com quem aprendi tantas lições.

Qual o objetivo da construção do memorial e do resgate das histórias contadas e cantadas por tantos personagens que ajudaram a construir o legado de vida da comunidade?
RICARDO GOMES – Estamos num momento muito propicio a este projeto. Não é um projeto pessoal, mas comunitário. E registramos a proposta da Igreja de Santo Amaro ser elevada a Santuário, já recebeu o titulo de Reitoria e vemos o interesse do Padre Alcemar Pereira em resgatar essas histórias para que o Santuário venha a ser um Centro de Memória, resgatando os papéis sociais dos moradores que foram pioneiros na construção da vida social no distrito e na região conhecida como Baixada Campista.

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Pinheiro Machado teve papel importante na Baixada Campista

Teria algum personagem importante que merece destaque?

RICARDO GOMES – São muitos, mas recordo de uma mulher que foi importante. Poucos se lembram de Dona Almerita, por décadas trabalhou na agencia dos Correios de Santo Amaro. Mais recente tivemos Valdenir Pereira da Cunha. E para a cavalhada quem poderia esquecer de Dr Alexandre conhecido como Xandinho que sabe tão bem contar as histórias e estórias da cavalhada campista?

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Atentado em Cabul mata pelo menos 80 e fere 350

Cabul

Pelo menos 80 pessoas morreram e 350 ficaram feridas em um atentado com carro-bomba ocorrido nesta quarta-feira (31), em uma área de alta segurança de Cabul, capital do Afeganistão, perto do palácio presidencial, onde se encontram várias embaixadas e edifícios do governo. O balanço foi divulgado pelo Ministério de Saúde Pública.
Os novos números foram confirmados à Agência EFE pelo porta-voz do ministério, Ismail Kawusi. A explosão ocorreu em uma área próxima às embaixadas da Alemanha, Turquia e Japão, afirmou outro representante ministerial, Wahidullah Majroh.
O porta-voz da polícia de Cabul, Basir Mujahid, disse que as primeiras investigações apontam que o veículo, um pequeno caminhão do serviço de rede de esgoto, foi carregado de explosivos e detonado em uma região de bastante movimento.
"O alvo não está ainda claro, mas foi perto da embaixada da Alemanha", afirmou o porta-voz da polícia, lembrando que o local está cercado e que as investigações continuam. A forte detonação foi ouvida em vários pontos da cidade.
Nota do governo brasileiro
Em Brasília, o Ministério das Relações Exteriores distribuiu nota à imprensa informando que “o governo brasileiro repudia o ataque terrorista ocorrido em Cabul, Afeganistão, hoje, 31 de maio, que deixou pelo menos 80 mortos e mais de 350 feridos.” 
Acrescenta que, “ao expressar suas condolências às famílias das vítimas, seus votos de plena recuperação aos feridos e sua solidariedade com o povo e o governo do Afeganistão, o Brasil reitera sua condenação a todo e qualquer ato de terrorismo, independente de sua motivação.”
(*) Texto alterado às 13h30 para acréscimo de informações
Agência Brasil

ENTREVISTA: Dom Roberto Francisco Ferreria Paz

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Dom Roberto Francisco, Bispo de Campos é atualmente Referencial da Pastoral Política da CNBB- Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil – Regional Leste 1. Em sua ação pastoral realiza reuniões nas cidades para encontro com políticos para debates sobre temas voltados a doutrina social e as orientações da Igreja no Brasil. Nestes encontros Dom Roberto Francisco destaca as questões importantes para a defesa da vida, dignidade humana e o respeito a cidadania plena e consciente e coloca nos políticos um pouco dessa caminhada eclesial da igreja católica como uma voz em defesa dos pobres e oprimidos. Nesta entrevista Dom Roberto vai falar um pouco do projeto Fé e Poítica.
Entrevista
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Qual a visão da Igreja Católica como voz em defesa da vida e da cidadania plena?
DOM ROBERTO  Anunciar o Evangelho de Cristo contém uma mensagem sobre a justiça, poder-serviço e os valores do Reino, que já está no meio de nós. Não podemos isentar-nos de apresentar a ética e a doutrina social sobre o bem comum, a pessoa humana e a sua dignidade, a solidariedade e a opção preferencial pelos pobres.
Qual a posição da Igreja Católica diante de tantos escândalos na atual conjuntura política com o envolvimento de políticos e esquemas que acarretam prejuízos à sociedade brasileira?
DOM ROBERTO  Denunciar o esvaziamento ético da política e sua cooptação pela globalização  serviço de um capital financeiro parasita, que a transformou num balcão de negócios corrompendo sem escrúpulos os agentes e servidores públicos. É necessário a conversão das pessoas servidoras e ao mesmo tempo o controle, transparência e a democratização do Estado.
A Igreja Católica tem se posicionado em alguns projetos que prejudicam a sociedade com a perda de direitos adquiridos, qual a sua posição diante desta Situação?
DOM ROBERTO  Desconstruir os direitos sociais, precarizando o trabalho, é uma opção excludente e contrária a um desenvolvimento nacional autônomo, que queira ampliar o processo de industrialização alicerçada num verdadeiro pacto social que integre e inclua os mais pobres.
Num país onde a política está perdendo a credibilidade, qual a sua posição? O Que a sociedade pode fazer para exigir uma política voltada ao bem comum?
DOM ROBERTO  Monitorar e vigiar mais os eleitos, escolher com mais apuração e consciência os candidatos, fazendo valer a ficha limpa. Construir mandatos comunitários com participação do povo, e uma renovação ética e principiológica dos partidos.
No dia 7 de junho inicia um programa que será apresentado na Rádio Aliança. Qual o objetivo desse programa? E poderá haver participação popular?
DOM ROBERTO  Será um espaço aberto, ao controle social, a discussão de idéias e a conscientização do povo católico. Um instrumento a serviço da cidadania.

As suas considerações finais e um painel do atual quadro e situação do Brasil. O que e como podemos iniciar uma mudança nessa situação.
DOM ROBERTO  Um quadro de perplexidade, radicalização e deterioro moral e institucional. Torna-se necessário a transformação do jeito de fazer política, superando práticas clientelistas e fisiológicas e ao mesmo tempo pensar num projeto nacional e popular.
Qual a orientação aos católicos e cristãos para a escolha nas próximas eleições? Qual o perfil do candidato que tenha os requisitos a uma política séria e voltada ao bem comum?
DOM ROBERTO  Participar intensamente do processo eleitoral. Fixar-se em candidatos que além da competência requisitada para o cargo público tenham uma transparência na vida pública ao serviço do povo, e probidade incontestável. Ver a possibilidade de chegar a consensos comunitários; firmando candidatos que conheçam e pratiquem a doutrina social e defendam os mais pobres.