quinta-feira, 13 de julho de 2017

ITALVA: Obras da arte sacra retornam a igreja após restauração.

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A Igreja de Nossa Senhora da Conceição em Italva esta restaurando todo o conjunto de arte sacra. Peças usadas nas celebrações e cerimônias religiosas foram recuperadas e retornam ao uso. O projeto visa a valorização dos vasos sagrados, castiçais, cálices, âmbulas e patenas, que foram o acervo religioso. O projeto segundo o Padre Maxiliano Barreto tem como objetivo a recuperação da arte que ajuda a contar a história da igreja na cidade e foram adquiridas pelas décadas da comunidade.
- Uma das orientações da igreja é a preservação do patrimônio sacro. Peças que além da beleza representam muito para a igreja. Foram peças de valor artístico, mas com o sentido de zelar pelos bens artísticos. Um valor que vai além do material e tem um significado para a comunidade católica. – disse o padre.
De acordo com Padre Maxiliano Barreto o projeto visa restaurar e preservar todo o conjunto artístico formado pelos objetos litúrgicos, imagens e igreja que fica localizada na entrada da cidade. O próximo projeto é a valorização estética da igreja. O padre agradece a comunidade católica da cidade por todo apoio.


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segunda-feira, 10 de julho de 2017

SÃO BENTO

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Nesta terça-feira, 11 de julho, celebramos o dia de São Bento, nascido em Núrcia, próximo de Roma, no ano 480, oriundo de uma nobre família que o enviou para estudar na Cidade Eterna, no período de decadência do Império. Um período de decadência também moral e espiritual e, neste sentido, o jovem Bento abandonou todos os projetos humanos para se retirar nas montanhas da Úmbria, onde dedicou-se à vida de oração, meditação e aos diversos exercícios espirituais.
Depois de três anos numa retirada gruta, passou a atrair outros que se tornaram discípulos de Cristo pelos passos traçados por ele, que buscou nas Regras de São Pacômio e de São Basílio, uma maneira ocidental e romana de vida monástica.
A Regra de São Bento, devido a sua eficácia de inspiração que formava cristãos santos por meio do seguimento aos ensinamentos de Jesus, e da prática dos mandamentos e conselhos evangélicos, logo ficou conhecida, vindo a ser adotada em diversos mosteiros. Para São Bento a vida comunitária facilitaria a vivência da Regra, pois dela depende o total equilíbrio psicológico; desta maneira os inúmeros mosteiros, que enriqueceram o Cristianismo no Ocidente, tornaram-se, ao longo dos séculos, faróis de espiritualidade e cultura.
Peçamos a São Bento que nos dê também o dom de unir o nosso trabalho quotidiano com a oração, como ele tão bem soube fazer. São Bento. Rogai por nós.
D. Anselmo Chagas de Paiva, OSB
Mosteiro de São Bento/RJ

Sábado e domingo a animação será no Garrafão na Festa de Nossa Senhora do Carmo.

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Domingo é dia de Nossa Senhora do Carmo. Em Campos a animação será no Garrafão em Santo Eduardo. A partir das 7h inicia com uma peregrinação com a imagem da padroeira saindo do Sitio de Aristides em Santa Rita. A festa já é uma tradição da comunidade e um dia para as famílias se encontrarem. Durante o dia a família Tostes vai receber os visitantes com o tradicional churrasco. A localidade do Garrafão fica localizada numa região de vales e montanhas e a igreja dedicada a santa recebe um numero expressivo de devotos vindos de várias cidades.
Atualmente morando na Região dos Lagos, Luzia Tostes vem para a festa. Para ela será um momento de reunir a família para um momento de fé e de reencontros. A igreja fica no centro da propriedade rural que a família ainda mantém na comunidade.
- A festa de nossa Senhora do Carmo,faz parte da minha vida e da minha família,a vida toda assisti meus pais e parentes participarem e comentarem à respeito da mesma.A devoção a nossa senhora do Carmo,vem passando de geração a geração,temos muito amor e respeito por nossa Senhora do Carmo,e enquanto vida tivermos,estaremos sempre fazendo por onde festejar o seu dia,juntamente com família,amigos,moradores e todos os visitantes que recebemos com maior prazer todos os anos,agradecemos  aos nossos queridos padres que celebram a missa no seu dia.Que nossa Senhora do Carmo nos proteja sempre. Disse Luzia Tostes.

Programação
Dia 16/07
7h – saída de peregrinação de Nossa Senhora do Carmo
Saída do sitio de Aristides
10h – missa
17h Show com a Banda Henrique Luxúria
19h- Quadrilha do Reencontro



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sexta-feira, 7 de julho de 2017

Encontro de Fraternidade Judaico e Cristão em Belo Horizonte

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Samba e Fé na Expoagro

Padre Omar
Padre Omar / Divulgação
A 58ª Exposição Agropecuária do Norte Fluminense (Expoagro) teve início nessa quinta-feira e traz programação variada para todos os gostos. Na próxima terça-feira (11), a atração que vai atrair visitantes é o Padre Omar, que se apresentará com seu novo show “Samba e Fé”.
Carioca, de 38 anos, Padre Omar é Reitor do Santuário Cristo Redentor e Pároco da Igreja São José, na Lagoa e apresenta diariamente o programa “Vai na Fé”, na Rádio Globo. Ele estudou piano no Conservatório Brasileiro de Música e é membro honorário da Academia Internacional de Música.
Através da música, Padre Omar pratica sua vocação de evangelizar, mostrando que Samba e religião também combinam. O diálogo cultural é uma bandeira defendida pelo padre cantor no trabalho de evangelização. Na pecuária, quem for curtir um samba católico, deverá levar também agasalhos para serem doados.
No seu novo trabalho, Padre Omar reuniu a nata do samba para gravar um novo repertório, como a música “Bênção de Deus” e músicas consagradas, como “São José de Madureira”. Nomes de peso, como Jorge Aragão, Xande de Pilares, Fundo de Quintal, Molejo, Elymar Santos, Gabrielzinho do Irajá, Mumuzinho fazem parte dessa grande festa. A direção musical e artística está sob a batuta do maestro Jorge Cardoso, um dos mais conhecidos e respeitados nomes da cena musical brasileira. (A.N.)
Fonte: Folha da Manhã

CENTENÁRIO DE UM APÓSTOLO

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Pe Luiz Cláudio Azevedo de Mendonça
Assessor Eclesiástico  da Pastoral da Comunicação da Diocese de Nova Friburgo
Membro da Academia Friburguense de Letras
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Quero ressaltar neste artigo o centenário de nascimento de D. Clemente Isnard,  ,celebrado neste 8 de julho de  2017. Primeiro Bispo da Diocese de Nova Friburgo que também foi ilustre membro de nossa Academia Friburguense de Letras, honrando-a com a sua brilhante intelectualidade, ocupando a cadeira de número 09, patronímica de Casimiro de Abreu.
DOM CLEMENTE JOSÉ CARLOS ISNARD: grande e extraordinário homem, iluminado monge, discípulo de S. Bento, notável bispo e ardoroso missionário da Igreja. Fui o último padre ordenado por ele para a diocese de Nova Friburgo, em 14 de agosto de 1993, em Macaé. Nasceu no dia 8 de julho de 1917, no Rio de Janeiro. Homem autentico, suave e forte, como um verdadeiro apóstolo, determinado, com uma formação espiritual sólida, integradora da realização e salvação da pessoa com a libertação e promoção humana na luta pelo direito total. Teve ,na sua educação cristã familiar, o exemplo de seus pais Ernesto e Zulmira Isnard, sua tia Ruth Leoni, esposa do poeta Raul de Leoni Ramos, da sua outra tia Helena Isnard que se tornou freira Redentorista, fundadora e superiora do convento de Itu – SP, dentre outros. Assimilou conhecimentos e valores  no Centro de Estudos Superiores Católicos (D. Vital), presidido pelo Dr. Alceu Amoroso Lima, seu amigo e incentivador vocacional; na Ação Universitária Católica, da qual participava ativamente em 1932, como jovem da Faculdade de Direito, no Rio de Janeiro, onde bacharelou-se. Mas, a sua grande e decisiva influencia mística, litúrgica, teológica e humana que consolidou a sua vocação para a vida monástica foi D. Martinho Michler, monge alemão, que, com sua visão de vanguarda, impulsionava e alimentava o movimento litúrgico no Brasil. D. Martinho se tornou o seu pai espiritual. Como monge se manteve sempre fiel ao espírito e a regra Beneditina. Fez a sua profissão solene em 11 de julho 1940, no dia do Pai S. Bento.  Assumiu vários cargos de gestão e formação. Foi ordenado sacerdote em 19/12/1942. Nomeado bispo no período preparatório ao Concílio Vaticano II, pelo Santo Papa João XXIII, em 23  Abril de 1960 para a recém-criada Diocese de Nova Friburgo pela bula pontifícia “Quandoquidem  Verbis” de 26 de março  do mesmo ano. Sua ordenação episcopal foi no dia 25 de julho, no Mosteiro de S. Bento no Rio de Janeiro, presidida pelo Núncio Apostólico do Brasil, na época, D. Armando Lombardi. Tomou posse no dia 07 de agosto.  Iniciava um fecundo ministério, no pastoreio episcopal de tantas ovelhas, espalhadas pelo imenso território de 10.000 km², desmembrado das Dioceses de Niterói, Campos e Valença, e que se estenderia por 33 anos. Participou do Concílio Vaticano II (l962-l965) que renovou toda a vida pastoral da Igreja Católica Apostólica Romana. D. Clemente viu e ouviu com alegria a visão teológica  e eclesiológica da liturgia de D. Martinho, do movimento litúrgico e de outros grandes teólogos no mundo inteiro ser confirmada, condensada, na Constituição Sacrosanctum  Concilium.   Nomeado após o Concílio pelo Papa Paulo VI para o Conselho de Execução da Constituição sobre a Sagrada Liturgia Sacrosanctum Concilium (1964-1969) e depois como membro da Congregação para o Culto Divino, órgão da Santa Sé responsável pela liturgia (1969-1975).   E no Brasil foi Presidente por dezenove anos da Comissão Nacional de Liturgia da CNBB.  Em todos os trabalhos refletia os seus profundos conhecimentos, vastíssima cultura e grande erudição, aliados à forte sensibilidade pastoral. Foi ainda vice-presidente da CNBB (1979-1982), presidente do Departamento de Liturgia e vice-presidente do CELAM-Conselho Episcopal da América Latina (1983-1987).  Participou do Sínodo dos Bispos de 1967 e das Conferências Latino-Americanas de Puebla (1979) e Santo Domingo (1992). Delegado no Brasil para os Congressos Eucarísticos Internacionais. Membro do Conselho Nacional de Cultura, do Conselho Estadual de Educação, recebendo títulos de cidadania de vários municípios, inclusive de Cidadão Fluminense. Mas, o grande título, profundamente alinhado com o seu carisma de Bispo Beneditino, era Pastor de Nova Friburgo.  Não descuidava da diocese um só instante.  Organizou as diretrizes pastorais da Diocese, à luz do Concílio Vaticano II, trabalhando com os conselhos que foi criando que teriam a função de elaborar o Plano de Atividades Pastorais.  As primeiras diretrizes foram lançadas em 11 de fevereiro de l969. Organizou ao todo quinze Assembleias Diocesanas a partir de então, para a definição das metas pastorais, sempre publicadas junto com os planos e divulgadas em toda a Diocese, criando uma unidade eclesial e fomentando uma pastoral de conjunto.
Todo este trabalho culminou no Sínodo Diocesano de 1991 que consolidou os Estatutos Sinodais. A Diocese ia evoluindo. Novas paróquias sendo criadas.  O bispo zeloso conseguiu diversos auxílios de órgãos nacionais e internacionais para as necessidades socioeclesiais, dentre estes, A ADVENIAT, desde l963, a CÁRITAS, a MISEREOR, o FAC – Fraterno Auxílio Cristão. Fundou logo a Cáritas Diocesana em 1960 com D. Maria Damasco Mouta e o Pré-seminário Vocacional em Lumiar.  A dificuldade de vocações sacerdotais era grande.  Até os 25 anos da Diocese, ordenara 14 padres. Ordenou mais uma dezena até a sua saída e deixou encaminhados vários seminaristas, ordenados depois. D. Clemente foi uma grande voz dos mais fracos, dos sem voz, contra as injustiças e o duro e cruel regime da ditadura militar, defendendo os posseiros em Papucaia ou a vida de refugiados e perseguidos políticos, recebendo-os na casa episcopal e depois deslocando-os para Lumiar, com o apoio da professora local e grande colaboradora D. Maria Mouta. Tudo isso D. Clemente fazia contra os critérios sombrios da chamada  “Lei de Segurança Nacional” que atropelava os direitos humanos, civis e sociopolíticos.  Assim também em Trajano de Moraes, Cantagalo, Quissamã, em diversos municípios da Diocese. O efeito de tanto bem plantado circula até hoje nas veias e na memória de um povo numerosíssimo, sempre capaz na sua simplicidade santa, da belíssima virtude da gratidão. Deixou como obras de testemunho e ensinamento: Magistério Episcopal (1989); Dom Martinho (1999); Na Porta do Mosteiro (entrevista com Alexandre Gazé, 2004; Reflexões de um Bispo sobre as Instituições Eclesiásticas (2008); Viver a Liturgia (2008); A Experiência Ensina o Bispo (2009); Memórias que Anunciam o Futuro ( Póstuma -2012), além de inúmeros artigos em jornais e revistas eclesiásticas. Faleceu aos noventa e quatro anos em Recife, no dia 24 de agosto de 2011, terminando sua riquíssima jornada, deixando-nos um maravilhoso legado de sábia fortaleza, de humildade e formação eclesial, de luta pelos direitos humanos, promoção humana e justiça social, dedicação e organização da sua querida Messe de Nova Friburgo iluminando tantas outras porções da Igreja no Brasil e no mundo, na sua firme e brilhante  vivência e preservação do Concílio Vaticano II. Fez sua Páscoa no dia do apóstolo S. Bartolomeu, ele um digníssimo sucessor dos apóstolos que percorreu com o seu báculo todos os recantos da extensa e amada seara diocesana como caridoso e despojado guia, exemplo eterno de doação, sabedoria e amor pastoral. Cumpriu plenamente o seu lema episcopal: "Te Pastorem Sequens" (Seguindo-te como Pastor). Seguiu a Cristo, sendo ao mesmo tempo n'Ele o Bom Pastor que deu sua vida pelas ovelhas. Fica o seu grande testemunho entre nós de um Pastor, que amou os pobres e promoveu-os como filhos de Deus, nossos irmãos, de uma voz profética inequívoca e coerente que nos inspira. Sua importância é imensa, condensada na sua autentica humildade e na sua evangélica simplicidade, ardoroso na Missão de Cristo que ele tanto amou e da qual foi servo até o último suspiro.
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